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| Farpa na mente |
| Quinta-feira, Novembro 23, 2006 |
 Sim... me sinto diferente. Recebi esta imagem hoje e me apaixonei logo de cara. Todos os smiles sorridentes e o smile vermelho ali no meio, perdido. tentando se encaixar ou já desistido mesmo. É muito bom ser diferente, mas até quando? Estou lendo "A pílula vermelha" e gostando. Pelo menos percebi o porque do filme "Matrix" ser tão importante para a minha vida: "Em Matrix, a pergunta crucial permanece mesmo depois de terminado o filme: o que é Matrix? O produtor (...) explica que Matrix é na verdade um conjunto de perguntas, um recurso para levar uma mente ignorante ou embotada a questionar tudo que for possível" Realmente... o começo dos meus problemas foi com este marco. "Ignorância é uma benção" e acredite em mim. É mesmo. Acabei de escrever um mini-manifesto ateu. Não sou ateu, mas sou o cristão mais ateu que existe. Sou herege o suficiente a ponto de discordar da bíblia em vários aspectos simplesmente porque me permiti questionar. Minha heresia é discordar da imagem de Deus que a sociedade tem hoje. Segue: Ás vezes e ultimamente, sempre, me pego questionando a humanidade. Questionando o ser humano. Por que fazemos o mal? Por que cada um tem problemas relativamente pequenos que constroem a personalidade? Por que minha amiga tem síndrome do pânico e me sinto impotente? Por que minha mãe é materialista e meu pai desconfia de qualquer pessoa? Por que meu amigo foi abusado sexualmente e por que meu irmão traiu? Por que se morre de câncer aos 34 anos e porque minha vizinha acabou de detectar um câncer na tireóide? Por que existe incesto, édipo, pedofilia? Por que todo dia tem um mendigo mexendo no lixo de casa? Por que meu colega de trabalho é egoísta e por que minha colega de trabalho vomita todo dia o que almoçou? Simples ou complexos, todos temos um montante em qualidades de problemas iguais, mas por quê?
Tudo o que pode se fazer para responder é procurar novas maneiras de formular as perguntas. E creio que devemos nos preparar para ver o mundo virado do avesso.
Nossa vida terrena, nossos problemas humanos foram colocados, e pasmem, por nós mesmo, á frente dos olhos para que não enxerguemos a verdade. É a construção em que o mundo se transformou, para ocultar o que sempre soubemos: somos escravos de uma força muito maior que os atos individuais. É a ilusão coletiva da humanidade que compartilha uma realidade artificial afim de que? Vivemos simplesmente a realização plena da sociedade, como se afundássemos tanto, notando, ou não, que não há mais volta.
Vivemos na armadilha em que o mundo se transformou. É a arrogância humana ampliada. Todos sentem instintivamente que o conhecimento, embora nos propicie empregos e para muitos o essencial humano, leva-nos a um lugar a que não queremos ir. Mas o passeio é tão acomodantemente divertido que continuamos sem planejamento, até onde?
Na sociedade, o alicerce cultural encravou cada um de nós num complexo que mexe conosco pessoalmente, de modo único, e da qual parece quase impossível escapar. Para nós, subculturas como ermitões ou puritanos cristãos aparentam ser reacionários ludistas porque, ao escapar do cotidiano que conhecemos, não transformaram a cultura na mesma medida em que parecem tê-la abandonado ou ignorado.
Pense no mundo em que construções subjetivas históricas dizem a todos o que pensar por intermédio de um erro espiritual humano multiplicado pela quantidade de anos de existência da vida. Todos são instruídos sistematicamente a ver o mundo de certo modo, e aqueles que discordam são eliminados da hierarquia educacional/profissional/moral/etc estipulada. A maioria das pessoas se dispõe a procurar emprego em enormes instituições impessoais que só as acham úteis única e estritamente para aquilo que foram contratadas, estuprando a mais-valia laboral.
O que quer dizer sobre o "normal" então? Ser normal é obedecer a regras? Existe algo melhor para controlar milhões de pessoas do que convencê-las de que vivem uma vida "normal"? No filme Matrix, Morpheus explica a Neo o que é a Matrix: "Vc pode senti-la quando vai trabalhar, ou quando vai à igreja, ou quando paga os impostos". Esses são componentes da vida moderna que servem para nos controlar e dos quais se pode abusar a ponto de nos tornar escravos. Ou mesmo a pressão psicológica mesmo que subliminar que ocorre em massa ou não: sua mãe alimentada pelo subconsciente nunca falou algo como "quando vc casar...", ou "quando crescer vc será..." e "isso é certo, isso é errado" alimentando o seu próprio subconsciente? Vc nunca se perguntou por que algo existe ou foi criado? Ou em que momento algum valor mudou e por quê?
Os motivos por que aceitamos esse controle são variados - desde assistirmos à televisão porque gostamos de nos divertir, pagarmos impostos porque achamos que não temos alternativa ou irmos à igreja porque nos sentimos confortados. Seja por escolha própria, seja por falta de vontade de fazer uma escolha, o nossa conhecimento já nos controla.
Vivemos o dia-a-dia controlado. É um controle contraditoriamente simples e complexo. Fazemos parte deste contexto e esqueceram de nos avisar o preço por aceitá-lo. Simplesmente nascer nesse mundo nos coloca nesse labirinto e até quando um ser humano aguenta andar em círculos? Há uma saída?
Que tal abrir os olhos? Que tal andar na rua, trabalhar, conversar com alguém ou mesmo observar o mundo com os olhos realmente abertos, acordado? Questionemos tudo aquilo que acreditamos a respeito das circunstâncias atuais, a respeito de nossas crenças, a respeito de nossas atitudes. Se parece bom, é bom? As coisas que parecem estar além do nosso domínio são realmente intocáveis? A frase "Olhe, mas não toque. Toque, mas não experimente. Experimente, mas não engula." de Advogado do Diabo não tem sentido?
Se vc tem essa farpa na mente que não desaparece, o desafio é abrir os olhos e procurar a verdadeira realidade.
Segue um vídeo sobre a história da crença humana:
Permita-se questionar. fefeu
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postado por Fefeu Gioielli às 11:08 PM   |
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| Dia da Consciência Discriminatória |
| Domingo, Novembro 19, 2006 |
Antes de tudo, gostaria de dizer que também tenho origem negra no sangue que me corre.
Estava assistindo um desses programas americanos idiotas que normalmente se dá 5 anos até fazerem uma versão brasileira tão idiota quanto, "Troca de Mães". No programa, uma mãe negra do subúrbio havia trocado de lugar com uma mãe branca elitizada. Em certo momento, ela olhou para uma bombonieri que tinha o formato de uma negra, como aquela do "Tom e Jerry" e disse que aquilo estava ofendendo-a. Ela argumentou dizendo que aquilo era uma mucama e que durante séculos o negro naquele país estava lutando para se livrar da escravidão e que aquela família estava se alegrando com o trabalho escravo negro. A família nem relutou muito, pois qualquer defesa ali seria atuada em público. Mais alguém notou que era apenas uma bombonieri de uma pessoa no mínimo carismática pelo sorriso?
Mas aqui no Brasil é diferente. Está certo que temos skinheads, e outras besteiras importadas, mas em geral, todos os tons vivem entre si e não há conflitos. Escolas, trabalhos, lazer. Temos negros, brancos, amarelos etc, mistura totalmente brasileira vivendo em harmonia.
De repente alguém também pensa em importar certas leis. "O negro não tem condição de concorrer igualmente com outros tons em um vestibular, vamos deixá-los à frente.", "o negro não tem condições de pagar uma faculdade, vamos deixá-lo na frente dos critérios de bolsa.". Quase foi aprovada uma lei com um mínimo de negros em empresas e vagas específicas. De novo, alguém percebeu a bombonieri carismática?
Agora vamos comemorar o Dia do Orgulho Negro! Emprestado de zumbi. Tenho medo do futuro do país. Infelizmente tivemos problemas na história da raça humana, mas criar um ambiente de discriminação onde não se há, vai melhorar?
Imagine uma pessoa que nasce no Brasil. Ela não tem dinheiro, não tem condições de cultura, e ainda é branca. Não estou vendo benefícios e nem um dia específico para ela. Troque o branco por amarelo. Também não vejo melhoras. Agora pense uma conversa familiar na mesa desta família pobre: "Querida, lembra aquela vaga naquela empresa que era candidato? Então, foi preenchida por uma pessoa que passou na minha frente por causa daquela nova lei do governo. Ah, nossa filha conseguiu entrar na faculdade por pouco, mas não conseguiu a bolsa que estávamos tentando. Parece que nossa condição de moradia, salário, despesas foram suficientes, mas explicaram que se ela fosse negra, ajudaria mais. Aliás, devemos dar os parabéns ao nosso vizinho negro pois ele tem um emprego novo e seu filho entrou na faculdade." Não sei no seu caso, ma eu ficaria puto se fosse esse branco pobre. Entende como se inicia uma época de ódio por algo? Estamos na metade do caminho para um novo preconceito brasileiro.
Uma amiga certa vez me disse: "Não sou preconceituosa, mas olha aquele rapaz andando na rua, sua camiseta "100% negro". Se andasse com uma camiseta escrito "100% branco" seria no mínimo linchada.", detalhe que o "100% negro" é escrito em letras brancas. Uma colega de teatro, afetada pela lavagem racista (no sentido antigo) diz que todo problema é a afetação histórica e o preconceito em cima da pessoa negra: "Isso acontece porque fulano era negro", etc. Daqui a pouco não poderemos nem utilizar as qualquer palavra negra e essa é a solução?. "Olhe em um presídio, só há negros." ela diz. Alguém percebeu a bombonieri? Não vejo negros, vejo pessoas como eu que tiveram problemas culturais, econômicos e etc na vida, longe da cor ser o problema. Aceitar que fulano é assim por causa de sua cor, é dizer que ser negro leva à prisão, que ser negro é burro e que ser negro é ser incapaz.
O ponto que quero chegar é: Por que ao invés de beneficiar o deficiente histórico acima, não nivelamos a situação. Beneficiar um grupo de pessoas enquanto os outros grupos também passam pela mesma situação, gera apenas ódio desentendido pelos deixados de lado. Porque alimentamos sectarismos comemorando "Dia da Consciência Negra" ao invés de comemorar um dia da Raça Humana, ou o dia do Não ao Preconceito, seja ele qual for. Não é inteligente apagar um incêndio atacando mais fogo. Se metade do nome do dia 20 de novembro é consciência, espero que a tenhamos para vivermos enxergando que somos iguais, e que comemoremos esse dia não por um grupo, mas pelo grupo Humano, pela fraternidade.
Seja o que for, assisti "A outra história americana", um filme sobre um skinhead (Edward Norton em ótima atuação concorrida a Oscar) que amadurece na cadeia e se envergonha do ódio que alimentava. O filme deixa uma lição contra o preconceito, que talvez possamos utilizar lá na frente:

"O ódio não vale a pena... A vida é muito curta para se sentir ódio o tempo todo. Não vale a pena!!! Nós não somos inimigos, mas amigos Não podemos ser inimigos, O impeto da paixão Não deve romper Nossos laços de afeto As cordas místicas da lembrança Soarão quando tocadas novamente E certamente será através dos melhores Aspéctos de nossa natureza!!!" fefeu |
postado por Fefeu Gioielli às 6:21 PM   |
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| Em construção |
| Quinta-feira, Novembro 16, 2006 |

Estou reformando meu site... Resolvi deixá-lo mais minha cara, afinal o blog é meu e nele faço o que quero (aLá Tih). To deixando tudo em tons avermelhados porque vermelho é vermelho para mim.
Estou mudando tudo na minha vida, inclusive meu blog, e aquela sensação de que minha vida está escapando por entre meus dedos não passa. O que será que devo fazer ainda?
Na aula de espanhol apareceu algo interessante:
Cosas que se deben hacer en la vida:
Bom... Já estou no meu terceiro idioma e já tenho um livro. CoeXisT me deu meu próprio blog publicado em meu ultimo aniversário e foi a melhor coisa que ganhei até hoje (uma das únicas, aliás). Plantar uma árvore parece que é maravilhoso pois se ve algo crescendo ao longo de anos. Na casa nova eu juro que o farei. Viajar a outro continente já é bem mais complicado prinipalmente agora que to sem money e ter um filho e ter um grande amor, sinto que nunca será feito. Sou chato e me enjôo facilmente de tudo. Estamos na 4a feira e já me enjoei do final de semana. A última pessoa que estava interessado, já me esqueci, tanto é que nem atendo mais telefones porque não tenho vontade mesmo. Se alguem conhecer um remédio para passar enjôos, favor me avisar.
Prefiro ao invés de montar uma lista das coisas que se deve fazer na vida, montar uma lista de coisas que se devem fazer antes de morrer. Tento não perder oportunidades. Segue a lista que estou montando:
Roubar alguma coisa; Fazer sexo; Experimentar uma droga ilegal; Dizer "eu te amo" (eros); Tomar um porre; Beijar uma pessoa do mesmo sexo; Parar de descartar as pessoas; Fazer uma festa no motel; Entra no mar a noite; Fazer um threesome; Ser feliz.
Coloquei coisas que me passaram pela cabeça agora. talvez um dia termine essa lista. Dos itens, só fiz o 1, 5 e 8 e que droga, tava chegando perto do 3 mas desisti junto com os telefonemas. A vida é curta, mas eu consigo. e FODA-SE O FALSO PURITANISMO DA SOCIEDADE!
Outra coisa interessante, foi uma matéria também em espanhol:
La vida de una persona normalmente se desarrolla en septenios, es decir, cada 7 años se sucede algún cambio. A los siete años, en genereal, se cambian los dientes y se empieza la escuela. A los catorce empieza la adolescencia, se empieza el segundo ciclo escolar y la mayoría de los adolescentes teiene problemas de identidad. A los 21 la gente ha decidido su futuro profesional y suele tener las primeiras relaciones amorosas. A los 28 años la mayoría tiene un novio o una novia y se tiene un equilibrio en el trabajo y también económico. A los 35 uno tiene un fuerte deseo de estabilidad y suele tener hijos.
As mudanças dos "sete anos" perseguem uma pessoa normal desde o sete anos. De sete em sete anos mudanças significativas como crescimento, amor, trabalho, etc ocorrem. Alguma coisa se deu errado comigo pois de acordo com o exemplo, minha dentição ocorreu com 9 anos. aos 18, entrei na puberdade. Seguindo a projeção, vou decidir meu futuro profissional com 27 anos e só nessa idade vou ter minha 1a relação amorosa. Terei uma noiva e emprego fixo com 36 e aos 45 terei filhos. Assustador né!? FODAM-SE TAMBÉM OS ESPECIALISTAS!
fefeu
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postado por Fefeu Gioielli às 12:14 AM   |
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| Give Me a Reason |
| Quarta-feira, Novembro 01, 2006 |
Lágrimas e chuva Kid Abelha Composição: Leoni, Bruno Fortunato e George Israel
Lá..ra..ra..ra..ra..ra..ra..ra..ra.. Eu perco o sono e choro Sei que quase desespero Mas não sei por que
A noite é muito longa Eu sou capaz de certas coisas Que eu não quis fazer Será que alguma coisa, Nisso tudo faz sentido, A vida é sempre um risco Eu tenho medo
Lagrimas e chuva Molham o vidro da janela Mas ninguém me vê O mundo é muito injusto Eu dou plantão dos meus problemas Que eu quero esquecer
Será que existe alguém Ou algum motivo importante Que justifique a vida Ou pelo menos este instante
Eu vou contando as horas E fico ouvindo passos Quem sabe o fim da história De mil e uma noites De suspense no meu quarto
Eu perco o sono e choro Sei que quase desespero Mas não sei por que Não sei por que
A noite é muito longa Eu sou capaz de certas coisas Que eu não quis fazer Quiz fazer Será que existe alguém no mundo?
Eu vou contando as horas E fico ouvindo passos Quem sabe o fim da história De mil e uma noites de suspense no meu quarto No meu quarto.... Lá..ra..ra..ra..ra..ra..ra..ra..
Poucas entidades filantrópicas que conheçam funcionam corretamente como o planejado. O Centro de Valorização à Vida é um trabalho que tem por objetivo a prevenção do suicídio e valorização da vida, através de voluntários que procuram facilitar o desabafo de pessoas angustiadas, desesperadas... pessoas que, muitas vezes, já não vêem motivos para continuar vivendo. O CVV coloca-se gratuitamente a disposição de todos que sentem solidão, angústia, desespero e desejam desabafar. Já utilizei o serviço... sou exemplo da relação de ajuda, e agora faço parte da relação de ajuda. Ligue 141 de seu telefone http://www.cvv.org.br/ fefeu
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postado por Fefeu Gioielli às 3:28 AM   |
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