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| Dia da Consciência Discriminatória |
| Domingo, Novembro 19, 2006 |
Antes de tudo, gostaria de dizer que também tenho origem negra no sangue que me corre.
Estava assistindo um desses programas americanos idiotas que normalmente se dá 5 anos até fazerem uma versão brasileira tão idiota quanto, "Troca de Mães". No programa, uma mãe negra do subúrbio havia trocado de lugar com uma mãe branca elitizada. Em certo momento, ela olhou para uma bombonieri que tinha o formato de uma negra, como aquela do "Tom e Jerry" e disse que aquilo estava ofendendo-a. Ela argumentou dizendo que aquilo era uma mucama e que durante séculos o negro naquele país estava lutando para se livrar da escravidão e que aquela família estava se alegrando com o trabalho escravo negro. A família nem relutou muito, pois qualquer defesa ali seria atuada em público. Mais alguém notou que era apenas uma bombonieri de uma pessoa no mínimo carismática pelo sorriso?
Mas aqui no Brasil é diferente. Está certo que temos skinheads, e outras besteiras importadas, mas em geral, todos os tons vivem entre si e não há conflitos. Escolas, trabalhos, lazer. Temos negros, brancos, amarelos etc, mistura totalmente brasileira vivendo em harmonia.
De repente alguém também pensa em importar certas leis. "O negro não tem condição de concorrer igualmente com outros tons em um vestibular, vamos deixá-los à frente.", "o negro não tem condições de pagar uma faculdade, vamos deixá-lo na frente dos critérios de bolsa.". Quase foi aprovada uma lei com um mínimo de negros em empresas e vagas específicas. De novo, alguém percebeu a bombonieri carismática?
Agora vamos comemorar o Dia do Orgulho Negro! Emprestado de zumbi. Tenho medo do futuro do país. Infelizmente tivemos problemas na história da raça humana, mas criar um ambiente de discriminação onde não se há, vai melhorar?
Imagine uma pessoa que nasce no Brasil. Ela não tem dinheiro, não tem condições de cultura, e ainda é branca. Não estou vendo benefícios e nem um dia específico para ela. Troque o branco por amarelo. Também não vejo melhoras. Agora pense uma conversa familiar na mesa desta família pobre: "Querida, lembra aquela vaga naquela empresa que era candidato? Então, foi preenchida por uma pessoa que passou na minha frente por causa daquela nova lei do governo. Ah, nossa filha conseguiu entrar na faculdade por pouco, mas não conseguiu a bolsa que estávamos tentando. Parece que nossa condição de moradia, salário, despesas foram suficientes, mas explicaram que se ela fosse negra, ajudaria mais. Aliás, devemos dar os parabéns ao nosso vizinho negro pois ele tem um emprego novo e seu filho entrou na faculdade." Não sei no seu caso, ma eu ficaria puto se fosse esse branco pobre. Entende como se inicia uma época de ódio por algo? Estamos na metade do caminho para um novo preconceito brasileiro.
Uma amiga certa vez me disse: "Não sou preconceituosa, mas olha aquele rapaz andando na rua, sua camiseta "100% negro". Se andasse com uma camiseta escrito "100% branco" seria no mínimo linchada.", detalhe que o "100% negro" é escrito em letras brancas. Uma colega de teatro, afetada pela lavagem racista (no sentido antigo) diz que todo problema é a afetação histórica e o preconceito em cima da pessoa negra: "Isso acontece porque fulano era negro", etc. Daqui a pouco não poderemos nem utilizar as qualquer palavra negra e essa é a solução?. "Olhe em um presídio, só há negros." ela diz. Alguém percebeu a bombonieri? Não vejo negros, vejo pessoas como eu que tiveram problemas culturais, econômicos e etc na vida, longe da cor ser o problema. Aceitar que fulano é assim por causa de sua cor, é dizer que ser negro leva à prisão, que ser negro é burro e que ser negro é ser incapaz.
O ponto que quero chegar é: Por que ao invés de beneficiar o deficiente histórico acima, não nivelamos a situação. Beneficiar um grupo de pessoas enquanto os outros grupos também passam pela mesma situação, gera apenas ódio desentendido pelos deixados de lado. Porque alimentamos sectarismos comemorando "Dia da Consciência Negra" ao invés de comemorar um dia da Raça Humana, ou o dia do Não ao Preconceito, seja ele qual for. Não é inteligente apagar um incêndio atacando mais fogo. Se metade do nome do dia 20 de novembro é consciência, espero que a tenhamos para vivermos enxergando que somos iguais, e que comemoremos esse dia não por um grupo, mas pelo grupo Humano, pela fraternidade.
Seja o que for, assisti "A outra história americana", um filme sobre um skinhead (Edward Norton em ótima atuação concorrida a Oscar) que amadurece na cadeia e se envergonha do ódio que alimentava. O filme deixa uma lição contra o preconceito, que talvez possamos utilizar lá na frente:

"O ódio não vale a pena... A vida é muito curta para se sentir ódio o tempo todo. Não vale a pena!!! Nós não somos inimigos, mas amigos Não podemos ser inimigos, O impeto da paixão Não deve romper Nossos laços de afeto As cordas místicas da lembrança Soarão quando tocadas novamente E certamente será através dos melhores Aspéctos de nossa natureza!!!" fefeu |
postado por Fefeu Gioielli às 6:21 PM   |
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| 1 Comments: |
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nossa lipe... que inspiRador: eu gosto pouco do Tio Michael Jackson, mas, mas fez lembrar uma musica dele que me emociona muito:
Heal The World Make It A Better Place For You And For Me And The Entire Human Race There Are People Dying If You Care Enough For The Living Make A Better Place For You And For Me
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nossa lipe... que inspiRador: eu gosto pouco do Tio Michael Jackson, mas, mas fez lembrar uma musica dele que me emociona muito:
Heal The World
Make It A Better Place
For You And For Me
And The Entire Human Race
There Are People Dying
If You Care Enough
For The Living
Make A Better Place
For You And For Me